Sobre o Amapá
“Amapá”, palavra de origem indígena da Nação Nuaruaque, que habitava a região Norte do Brasil, no tempo do seu descobrimento, é uma espécie de árvore brasileira da família das Apocináceas, que dá um leite e um fruto saboroso, parecido a maçã, de cor roxa, servindo, muitas vezes, como parte da farmacopéia do mundo amazônico.
Os antecedentes históricos do Amapá estão vinculados aos dois ciclos de navegação do século XV, empreendidos pelos portugueses e espanhóis. Já no século XVI, verifica-se a presença de franceses, ingleses, espanhóis, irlandeses e holandeses. Américo Vespúcio, em 1499, sob as ordens de Castela e Aragão, reis católicos da Espanha, percorreu terras amapaenses, em frente dos municípios de Macapá e Mazagão. Em 30 de janeiro de 1500, outro navegador, Vicente Pizon, percorreu o rio Oiapoque, que por pouco tempo ficou conhecido com o nome desse navegador.
A região onde fica o Amapá já foi disputada por franceses, ingleses e holandeses. Uma comissão de arbitragem que se reuniu em Genebra, garantiu a posse definitiva ao Brasil, em 1900. Inicialmente incorporado ao Pará, o Amapá tinha o nome de Araguari. Elevado à categoria de Território Federal, em 13 de setembro de 1943, seu desenvolvimento foi impulsionado pela descoberta de jazidas de manganês. Em 5 de outubro de 1988, com a promulgação da atual Constituição Federal, esse Território foi elevado à categoria de Estado. Mas o Estado do Amapá só foi instalado de fato no dia 1° de janeiro de 1991, com a posse do primeiro governador eleito: Aníbal Barcellos (PFL).
O Amapá possui uma área de 140.276 quilômetros quadrados e está quase inteiramente ao Norte da Linha do Equador. Limita-se ao Norte com a Guiana Francesa, ao Sul com o Estado do Pará, a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com o Suriname e com o Estado do Pará. Coberto pela Floresta Amazônica, a atividade turística é pouco explorada pela falta de infraestrutura.
Em Macapá, a capital, a Fortaleza de São José é o principal ponto de visitação e considerada um dos mais imponentes e sólidos monumentos militares do Brasil Colonial, erguida para assegurar a conquista definitiva da Amazônia pelos portugueses. A Igreja de São José, padroeiro da capital, é a construção mais antiga da cidade, inaugurada em 1761. Passou por várias reformas, mas ainda preserva características originais.
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