Projeto apoia escolas estaduais e municipais a superar efeitos da pandemia

Janderson Carlos Nogueira Cantanhede - segunda, 18 de maio de 2020
Projeto apoia escolas estaduais e municipais a superar efeitos da pandemia
TCE - Comunicação

A educação estadual e municipal ganhou mais um aliado neste momento de pandemia. O projeto “A Educação não pode esperar”, coordenado no Amapá pelo Tribunal de Contas do Amapá, oferece apoio na gestão e planejamento das unidades educacionais.

O projeto surgiu da cooperação entre o Instituto Rui Barbosa (IRB), por meio do seu Comitê Técnico da Educação (CTE-IRB) e o Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). Durante o planejamento, as instituições entenderam que a crise decorrente da pandemia e da necessidade de isolamento social está impactando fortemente na educação, e que o fechamento das escolas desde a segunda metade de março representa impactos sobre a aprendizagem dos estudantes.

O projeto “A Educação não pode esperar” oferece mapeamento das ações das redes de ensino Estadual e municipais, e apoia a gestão e o planejamento nesse período tão sensível, identificando e compartilhando boas práticas entre os municípios com atividades não presenciais, e na orientação visando minimizar os prejuízos à educação pública.

No Amapá, o projeto está sendo executado pelos servidores Regiane Guedes Rodrigues, auditora de Controle Externo, e Márcio da Paixão Barros, técnico de Controle Externo.

Para Regiane Rodrigues, as redes públicas de ensino têm encontrado dificuldades em razão de vários aspectos provocados pela pandemia. “Estamos observando iniciativas importantes por parte dos gestores, professores, familiares dos alunos visando minimizar os prejuízos causados aos estudantes, seja em relação às atividades não presenciais, seja mantendo o vínculo com seu aluno para que ele se sinta mais seguro e feliz ou na entrega de Kits merenda escolar, por exemplo. Então, pelo elevado interesse social do tema, acreditamos que este estudo é importante pois permitirá a identificação e compartilhamento de boas práticas, além de orientações quanto ao planejamento de retorno às aulas que ocorrerá futuramente e requer uma especial atenção de todos”, explicou.

Para o presidente do CTE-Instituto Rui Barbosa, Cézar Miola, é preciso um esforço coletivo para que os estudantes brasileiros continuem aprendendo e que a interrupção temporária nas aulas presenciais não agrave ainda mais as grandes desigualdades educacionais existentes no país. “Por isso, consideramos que, neste cenário sem precedentes, é primordial uma articulação conjunta”, disse.

O presidente do TCE/AP, conselheiro Michel Houat Harb, reconhece a importância do Projeto e ressalta que mesmo durante a pandemia o Tribunal de Contas do Amapá não suspendeu suas atividades e projetos essenciais à sociedade. “O projeto a Educação não Pode Esperar é fundamental para que as instituições de ensino tenham um norte neste momento, além de planejamento na retomada das atividades pós-pandemia. Nosso papel não é só julgar, mas apoiar os jurisdicionados”, concluiu.
(Foto: Erich Macias/Seed Amapá)